A questão das sacolas plásticas...

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A questão das sacolas plásticas...

Mensagem  D. K. em 02.12.10 18:55

Embora o Fórum tenha uns dois tópicos sobre o assunto (leis que coíbem o uso de sacolas plásticas), resolvi abrir um outro, para discussão, envolvendo possíveis soluções e decisões judiciais.

1 - Soluções

O texto que se segue está disponível no site Inovação Tecnológica (http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=lei-sacola-plastica-erra-alvo&id=010175101108).

Lei da sacola plástica erra o alvo, diz especialista
Planeta Coppe - 08/11/2010

Alguns meses após a entrada em vigor das primeiras leis regionais restringindo o uso de sacolas plásticas, o professor José Carlos Pinto, da UFRJ/Coppe, aponta os benefícios e as contradições da medida.
Para o especialista, a lei que incentiva mudanças nos hábitos dos consumidores nos estabelecimentos comerciais é uma gota no oceano.

Alvo errado

Segundo o professor, dados oficiais da Comlurb apontam que menos de 20% de todo o lixo produzido na cidade do Rio de Janeiro são constituídos por resíduos plásticos, sendo que as sacolas plásticas representam uma fração ainda menor desse valor.
Já o total de material reciclável, incluindo também papéis, vidros e metais, é superior a 36% e o percentual de material orgânico representa quase 60% da composição do lixo.
"A lei tem como principal benefício diminuir a redução do consumo de material plástico, mas sozinha é insuficiente para resolver o problema do descarte sumário de materiais no lixo, como demonstram os dados. O Estado do Rio precisa de uma política de descarte do produto mais ampla, para evitar o desperdício de matéria-prima e o acúmulo de materiais no lixão e estimular a reciclagem.
"Para obter resultados mais efetivos, precisamos de uma política pública de reciclagem mais abrangente. A lei não deveria focar exclusivamente a sacola plástica, mas se estender a todo material descartável que possa ser reutilizado, seja plástico, papel, papelão ou alumínio. O importante não é o material, mas o uso que se faz dele", ressalta o professor.
José Carlos sugere como medida o incentivo ao uso, reúso e reciclagem. "O bom hábito é ter uma bolsa que pode ser usada muitas vezes e que não é simplesmente jogada fora após a ida ao supermercado, seja ela constituída de material plástico ou não. Algo parecido com a velha bolsa ou o carrinho de feira, que qualquer pessoa com mais de 40 anos de idade é capaz de lembrar."

Reciclagem e reúso

O especialista considera um equívoco atribuir ao plástico o papel de vilão do meio ambiente.
Segundo o professor, trata-se de um material que apresenta as propriedades ideais para reciclagem e reúso. "É verdade que alguns desses materiais demoram mais de uma centena de anos para se decompor, mas, ao contrário do que muitos acreditam, isso pode ser bom. Exatamente porque não se degrada é que o material plástico pode ser usado e transformado muitas vezes", explica.
Uma vez terminado o ciclo de vida do produto plástico, ele pode ser processado e usado como matéria-prima, dando início ao ciclo de vida de um novo produto. O pote de xampu de hoje pode ser a sacola plástica de amanhã e o saco de lixo de depois de amanhã, o que não seria possível se o material fosse degradável.
Esse é um dos motivos que leva o professor a condenar a opção de usar sacolas plásticas biodegradáveis, pois qualquer material orgânico produz toxinas e subprodutos indesejados quando se degrada.
"A decomposição de matéria orgânica é um dos principais problemas de nossos rios e lagos, provocando a proliferação de algas e a mortandade de peixes, além de contribuir com o problema do aquecimento global quando resulta na produção de metano e dióxido de carbono. Os compostos orgânicos dissolvidos nas águas e solos provocam o desenvolvimento de bactérias, fungos e vermes e o esgotamento do oxigênio disponível nesses meios. Ao contrário do plástico, que, por não se degradar em alta velocidade quando despejado no ambiente, praticamente não produz toxinas no ambiente," explica.

Resíduos orgânicos

José Carlos dá como exemplo a indústria do papel, que consome mais energia e é mais poluente do que a indústria de resinas, gerando resíduos orgânicos, como o licor negro, que ainda hoje constituem um grande desafio ambiental.
"Num certo sentido, a reciclagem do papel é muito menos eficiente que a do material plástico, pois uma parcela significativa do produto final se perde pela fácil degradação física e química, em particular quando em contato com a água", afirma.
"O que devemos fazer com o material plástico que foi descartado pelo consumidor é reciclá-lo. O correto é impedir que esses materiais se acumulem nos lixões e estimular a reutilização dessa abrangente fonte de matérias-primas, como já ocorre com os materiais de alumínio, como latas de refrigerante e cerveja. O caminho é reduzir o desperdício, usar o lixo como matéria-prima e reciclar," conclui o pesquisador.

José Carlos Pinto é responsável por um projeto que resultou na criação de uma técnica inédita para a reciclagem de plásticos (http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=metodo-inedito-reciclagem-plastico&id=010125100715)

2 - Justiça

Quanto à legislação específica (especialmente a Lei estadual do RJ), a questão está no STF (texto disponível em http://buenoecostanze.adv.br/index.php?option=com_content&task=view&id=23774&Itemid=74):
STF vai decidir sobre lei de sacolas plásticas
Por Revista Consultor Jurídico
09 de novembro de 2010

Alegando que a competência para legislar sobre a proteção do meio ambiente é da União, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a Lei Estadual 5.502/2009, do Rio de Janeiro. O dispositivo obriga os estabelecimentos comerciais a recolher e substituir sacolas e sacos plásticos usados como embalagem dos produtos. O relator do caso é o ministro Celso de Mello.
A CNC afirma que a legislação estadual só seria cabível para complementar ou suplementar a legislação federal em relação à características regionais. Mas, no caso, o objeto do regramento está inserido na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal 12.305/2010), que ainda não foi regulamentada para detalhar o “sistema de logística reversa”, no qual se insere a destinação das sacolas plásticas.
Para a confederação, a lei fluminense ultrapassa a competência estadual, já que não indica nenhuma peculiaridade da região, além de traçar linhas gerais sobre a proteção ambiental “como se fosse assunto exclusivo do estado do Rio de Janeiro e sem se basear em prévios parâmetros federais a serem suplementados”.
Na ação, a CNC também alega que não há amparo constitucional para que apenas os estabelecimentos comerciais do Rio sejam obrigados a fazer a coleta e a substituição das sacolas mediante compensação aos clientes. A medida, segundo a entidade, também afronta os princípios da livre iniciativa e concorrência e significa a interferência indevida do estado no exercício da atividade econômica, porque torna mais oneroso o comércio estadual ao obrigar a concessão de descontos ou permutas de produtos para os que não utilizarem as sacolas plásticas.
Por fim, a inicial alega que a medida fere o princípio da razoabilidade. “Não se pode impor exclusivamente aos empresários os custos de eventuais problemas ocorridos na relação de consumo, já que os consumidores e o Poder Público também se beneficiam com o bom desenvolvimento das atividades econômicas”.
Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.
ADI 4483

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Re: A questão das sacolas plásticas...

Mensagem  D. K. em 03.12.10 4:43

Madrugando e recebendo esta notícia (em http://www.akatu.org.br/central/noticias/2010/60-da-populacao-urbana-apoiam-o-fim-das-sacolas-plasticas-no-brasil):

Maioria da população urbana apoia o fim das sacolas plásticas no Brasil
Em pesquisa do Ministério do Meio Ambiente e do Walmart, consumidores dizem que buscariam alternativas

Pesquisa realizada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Walmart, apoiador estratégico do Akatu, em 11 capitais brasileiras mostra que 6 em cada 10 consumidores querem o fim das sacolas plásticas no varejo e até apoiariam uma lei que proibisse a distribuição gratuita dos saquinhos.
Segundo o levantamento, divulgado na quinta-feira (25/11), em São Paulo, a eliminação das sacolas plásticas tem o apoio de 60% da população das capitais, enquanto 23% são contra a proibição e 17% dos entrevistados não souberam opinar. “Há uma ampla inclinação da sociedade para programas e políticas públicas que inibam o uso das sacolas plásticas” afirma Daniela di Fiori, vice-presidente de sustentabilidade da rede Walmart.
A rede concede descontos de R$ 0,03 para cada sacola não utilizada, valor que representa o custo da embalagem. A executiva revela que “a iniciativa de retirar a sacola das lojas foi mal recebida pelo cliente em uma primeira fase. Mas com o tempo, as pessoas começaram a aderir ao programa de redução de embalagens quando foi ofertado um desconto nas compras por sacola recusada”, conta.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que participou do lançamento, objetivo do estudo é entender os hábitos dos brasileiros sobre consumo, lixo, reciclagem e sua percepção dos impactos nos problemas ambientais. “Para alcançar metas ambiciosas como a erradicação de lixões e melhor aproveitamento dos materiais hoje jogados fora é preciso conhecer os hábitos de consumo, descarte e, sobretudo, a disposição da população em aderir às políticas públicas contidas na Política Nacional dos Resíduos Sólidos”, disse a ministra.

Alternativas
Ainda de acordo com o estudo, 70% dos consumidores entrevistados, disseram que passariam a carregar suas compras em sacolas feitas de outros materiais com menor impacto ambiental e 22% optariam por transportar suas compras em caixas. Nas residências, no entanto, permanece a necessidade de uma solução para o descarte do resíduo doméstico: 47% das pessoas disseram que de-positariam o material em lixeiras, latas ou latões, enquanto 21% usariam caixas, outros 21% não souberam dizer como acondicionar o lixo caseiro.
“Veja que esse dado revela certa perplexidade da população: ela aceita e apoia o fim das sacolas plásticas, mas acaba apontando soluções do passado. Precisamos avançar nas políticas públicas e dar alternativas para a coleta urbana”, comentou a secretária executiva do ministério Samyra Crespo.

Responsabilidade dos supermercados
Segundo o levantamento, os supermercados são vistos pela sociedade como um importante ator das ações de preservação ambiental.
Questionados sobre quais as ações mais importantes que estes estabelecimentos podem ou devem fazer a favor do meio ambiente, 27% dos entrevistados sugeriram não dar mais sacolinhas. Ter estações de coleta de resíduos recicláveis nas lojas foi apontado por 20% dos consumidores e comunicar quais os produtos que ajudam a preservar o meio ambiente e a saúde foi apontado por 16% dos entrevistados.
O levantamento foi feito pela empresa de pesquisas Synovate durante o primeiro semestre deste ano e ouviu 1.100 pessoas em 11 capitais: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
Dados do Ministério do Meio Ambiente indicam que cada brasileiro consome em média 800 saquinhos plástico por ano ou quase 153 bilhões de sacolinhas no país inteiro.
O plástico é feito de petróleo, portanto aumenta o aquecimento global, leva centenas de anos para se degradar na natureza e, descartado errado, vai entupir bueiros e tubulações de esgoto provocando enchentes. No lixão ou aterro sanitário, por impedir a circulação de gases, também atrapalha a degradação de outros materiais.
Aliás, nesse mesmo site (da Akatu) tem um link muito interessante (uma solução para o acondicionamento do lixo):
http://www.akatu.org.br/central/noticias/2010/veja-como-fazer-saquinho-de-jornal-para-o-lixo

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Re: A questão das sacolas plásticas...

Mensagem  otto em 03.12.10 20:48

Idea
Citação:

"As sacolas plásticas descartadas incorretamente entopem bueiros, poluem rios, lagos e mares. Dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) indicam que sacolas plásticas estão chegando a locais distantes, considerados paraísos ecológicos e turísticos, causando sérios danos ao ecossistema.


Sacolas plásticas viram sacos de lixo
Uma pesquisa realizada pelo Ibope, em São Paulo, revelou que 100% dos consumidores entrevistados reutilizam as sacolas plásticas em casa como sacos de lixo. Para Ana Maria Luz, presidente do Instituto GEA, instituição que promove a cidadania através da educação ambiental, o uso de sacolas plásticas para o acondicionamento do lixo comum é um jeito de prolongar a vida útil do material, “o que já é bastante positivo”, garante.
Além disso, essa prática faz com que esse material seja descartado em aterros sanitários ou lixões e não em vias públicas, o que traria danos como entupimento de bueiros e as conseqüentes enchentes. “O que faz da sacola plástica uma vilã para o meio ambiente são o uso e o descarte incorretos”
,

Fonte: http://coposdoru.wordpress.com/
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Re: A questão das sacolas plásticas...

Mensagem  D. K. em 05.12.10 11:58

MMA e Abras estabelecem metas para redução das sacolas plásticas

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) firmou pacto setorial com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para reduzir em 30% as sacolas plásticas nas lojas de todo o país até 2013 e 40% até 2014, tendo como base os números de produção de 2010, que até agora estão estimados em aproximadamente 14 bilhões. A meta está no Plano Abras de Ação Sustentável – 2011, que dedica um capítulo especial para as ações de redução do consumo de sacolas plásticas.

De 2007 a 2009, dados da Indústria do Plástico mostram redução de 30%, mas ainda há muito a ser feito. Para alcançar a meta, a Abras irá elaborar um manual de ações de boas práticas nos pontos de venda para conscientizar funcionários e consumidores dos benefícios da redução das sacolas plásticas; produzirá uma campanha publicitária aberta à adesão voluntária de todas redes de varejo; fará pesquisa para acompanhar a redução da distribuição de sacolas nos pontos de venda das empresas; premiará os casos de sucesso de redução do consumo de sacolas; e divulgará boas práticas do uso de sacolas plásticas em todos os Estados, por meio dos cursos de operador de caixa e de empacotador da Escola Nacional de Supermercados.

PPCS – A iniciativa da Abras segue as diretrizes do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) do MMA, que estava em consulta pública até 30 de novembro para receber comentários e sugestões da sociedade. Dessa forma, no texto final do PPCS, que deve ser publicado até o final do ano, o Plano da Abras constará como pacto setorial para varejo e consumo sustentáveis.

“Desde 2009, quando lançamos a campanha Saco é um Saco, contamos com o apoio da Abras e de várias redes de supermercados. Mas as metas de redução eram individuais. Agora a meta é nacional, assumida pelo conjunto dos varejistas. Ter o apoio da Abras neste importante passo é vital, pois ela representa mais de 76 mil estabelecimentos espalhados por todo o País. Acho que esta ação enriquecerá o Plano de Produção e Consumo e aponta as imensas possibilidades de outras semelhantes que visam aumentar o número de cidadãos e instituições que praticam o consumo responsável”, ressaltou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo.

A recente pesquisa divulgada pelo MMA “Sustentabilidade: Aqui e Agora” aponta que 60% dos brasileiros aprovariam uma lei que proibisse a distribuição gratuita das sacolinhas, 69% adotariam outro tipo de saco ou sacola para carregar suas compras e 47% voltariam a usar latas, lixeiras e latões para acondicionar seu lixo.

Apesar de estar ciente dos problemas causados pelo consumo excessivo das sacolas plásticas e já ter na ponta da língua alternativas para não usá-las, os brasileiros ainda não mudaram efetivamente seu comportamento no dia-a-dia e ainda não incorporaram a cultura da sacola retornável. O Plano da Abras mostra como o mercado e o poder público vêm se preparando para estimular cada vez mais o consumo consciente e facilitar a mudança de comportamento do consumidor de forma permanente. (Fonte: MMA)
Finalmente, "eles" estão "acordando" para a realidade!
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Re: A questão das sacolas plásticas...

Mensagem  Padula em 05.12.10 14:05

Tomara que seja verdade...antes tarde do que nunca...
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Re: A questão das sacolas plásticas...

Mensagem  D. K. em 18.12.10 11:19

Pois é, tava eu navegando quando li isso aqui:
Cientistas desenvolvem plástico capaz de se autodestruir
Cientistas nos Estados Unidos desenvolveram um plástico capaz de se autodestruir, o que poderia facilitar sua reciclagem e degradação no ambiente.

Plásticos (polímeros) são formados pela união de compostos químicos idênticos (monômeros). Scott Phillips e Wanji Seo, da Universidade Estadual da Pensilvânia trabalharam com polímeros de ftalaldeído, adicionando um de dois “gatilhos” químicos (éter de silil ou éter de alil) para cada molécula de ftalaldeído que compõe o polímero.

Quando um pedaço do plástico foi exposto a íons fluoreto (de flúor) em temperatura ambiente, sua parte central, onde as moléculas estavam cobertas com éter de silil, sofreram rápida despolimerização e quebraram. As partes cobertas com éter de alil permaneceram sem alterações.

A técnica poderia ser modificada para o desenvolvimento de produtos plásticos que se degradam rapidamente quando expostos a “gatilhos” no ambiente. Se uma sacola feita de um determinado plástico chega ao oceano, por exemplo, enzimas de micro-organismos na água poderiam fazer o material despolimerizar-se e desaparecer, diz Phillips.

O uso de polímeros com “gatilhos” também tem a vantagem de fornecer um método barato de reciclagem de lixo plástico. Isso porque os monômeros resultantes da quebra dos polímeros poderiam ser repolimerizados para criar novos plástico, um processo provavelmente mais barato do que separar diferentes polímeros (plásticos) antes de começar a reciclagem, opina Phillips.

Até o momento, a equipe desenvolveu polímero com “gatilhos” que reagem com íons fluoreto, paládio e peróxido de hidrogênio. Eles também esperam desenvolver polímeros que respondem a enzimas.

A equipe, porém, adverte que o resultado da pesquisa é apenas uma prova de conceito. Ainda é preciso encontrar polímeros que se quebram em substâncias mais ambientalmente corretas do que ftalaldeído. Outro problema é que os polímeros usados até agora são sensíveis a acidez; eles precisam ser mais estáveis para serem utilizáveis.

O estudo foi publicado na revista “Journal of the American Chemical Society”. (Fonte: Folha.com)
Fonte: http://ciencisagora.blogspot.com/2010/12/cientistas-desenvolvem-plastico-capaz.html#more

Então, tem uma luz no fim do túnel!
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Campanha evitou consumo de cerca de 5 bilhões de sacolas plásticas, diz governo

Mensagem  D. K. em 06.01.11 19:11

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou nesta quarta-feira balanço da campanha Saco é um Saco, lançada em 2009 para reduzir o consumo de sacolas plásticas. Em um ano e meio, cerca de 5 bilhões de sacolinhas deixaram de ser usadas. De acordo com o MMA, o número superou a meta, que era de 1,5 bilhão a menos de sacolas.

O balanço é baseado em estimativas das redes de supermercado Walmart, Pão de Açúcar e Carrefour e pelo Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, da indústria do plástico, além de informações de cidades que decidiram proibir o uso de sacolinhas, como Jundiaí, no interior de São Paulo.

A meta agora é reduzir o consumo de sacolas plásticas em 40% até 2014 em todas as lojas do país. O número foi acertado em convênio assinado entre o governo e a Associação Brasileira de Supermercados.

Além do compromisso setorial, algumas redes de supermercados apresentaram metas próprias, segundo o MMA. O Walmart , que atualmente oferece descontos ao cliente que usa embalagens retornáveis, pretende reduzir a utilização de sacolinhas em 50% até 2013. Já o grupo Carrefour espera chegar em 2014 sem oferecer nenhuma sacola plástica.
Fonte: O Globo
É, "eles" estão realmente acordando para a realidade!
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Ciência ambiental: não troque as sacolas plásticas ainda

Mensagem  D. K. em 07.01.11 15:16

Bio é sempre bom?

Os sacos plásticos estão literalmente por toda parte. Embora aqueles usados para embalar produtos nos supermercados sejam o alvo preferencial dos ambientalistas, eles estão em praticamente todos os produtos vendidos no comércio.

Infelizmente, eles estão também pelas ruas, bueiros e nos lixões, uma vez que a estrutura de reciclagem é muito deficiente.

A substituição desses sacos plásticos por bioplásticos tem sido alvo de grandes discussões, havendo pesquisadores que afirma que as "leis das sacolas plásticas" erram o alvo.

Contudo, os reais benefícios ambientais, assim como eventuais desvantagens, da substituição dos plásticos por bioplásticos ainda não estão totalmente claros.

Por isso, Hsien Hui Khoo e seus colegas do Instituto de Engenharia e Ciências Químicas de Cingapura decidiram fazer uma avaliação do ciclo de vida das sacolas feitas com bioplásticos para verificar se elas são mesmo boas para o meio ambiente.

Avaliação do ciclo de vida

A avaliação do ciclo de vida (ACV) é uma técnica usada para analisar os impactos ambientais associados a todas as fases de um processo produtivo, com a elaboração de um inventário da energia e dos recursos consumidos e das emissões e dos resíduos gerados na produção de um determinado produto.

Os pesquisadores usaram a ACV para comparar o uso de sacolas feitas de polihidroxialcanoato (PHA) - um bioplástico à base de amido de milho - em relação às tradicionais sacolas de polietileno. O polietileno é atualmente o material mais usado para a fabricação de sacos de plástico.

A produção de sacos de polietileno requer a extração e refino de combustíveis fósseis, a conversão dos combustíveis fósseis em polietileno e a extrusão do polietileno em sacos plásticos.

Os pesquisadores calcularam que 1,22 kg de petróleo bruto, 0,4 kg de gás natural e 48 megajoules de energia são necessários para produzir 1 kg de sacolas de polietileno.

O PHA, por outro lado, é um bioplástico feito a partir do amido de milho. A produção das biossacolas de PHA envolve o cultivo de milho, colheita, moagem úmida e fermentação.

Os pesquisadores calcularam que 4,86 kg de milho e 81 megajoules de energia são necessários para produzir 1 kg de sacolas de PHA.

Desafios para os bioplásticos

De forma sobremaneira inesperada, Khoo e sua equipe descobriram que a energia consumida na produção das sacolas de PHA é 69% maior do que a energia gasta na fabricação das sacolas de polietileno.

Embora o cultivo de milho possa ajudar a compensar emissões de carbono através da fotossíntese, os pesquisadores descobriram que a fabricação das sacolas de bioplástico exige maior consumo de energia durante a produção em comparação com produção de sacolas de polietileno.

Eles concluem que os sacos de PHA somente podem ser considerados ambientalmente amigáveis se o processo de produção for feito utilizando energias renováveis.

Finalmente, os cientistas advertem que, antes que os biomateriais sejam considerados como alternativas sustentáveis aos plásticos convencionais, alguns desafios precisam ser superados: "A questão principal reside na redução da demanda de energia para a conversão da biomassa em [materiais com] propriedades semelhantes às dos plásticos," afirmaram.
Fonte: Inovação Tecnológica

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Itália decide banir sacolas plásticas a partir de janeiro de 2011

Mensagem  D. K. em 09.01.11 14:38

A partir do dia 1º de janeiro de 2011 está proibida a distribuição de sacolas plásticas em toda a Itália. A decisão irá evitar que 20 bilhões de sacos de polietileno circulem todos os anos no país – um dos que mais consome o material na Europa.

Para alguns vendedores, a mudança trará o caos para as lojas, que deverão substituir a embalagem tradicional por versões de outros materiais, como plástico biodegradável, tecido ou papel.

Para outros, a mudança será positiva. Tanto que muitos estabelecimentos já se prepararam para o dia 1º de janeiro. Os consumidores também demonstraram apoio à medida. Um estudo realizado no último mês revelou que 73% dos italianos aceitariam utilizar alternativas aos sacos de plástico caso a lei entrasse em vigor.

De acordo com o grupo ambientalista italiano Legambiente, apesar de representar apenas 7% da população europeia, os italianos consomem um quinto de todas as sacolas plásticas do continente – mais de 330 por habitante.

Para eles, a mudança será benéfica, já que o material de polietileno utiliza muito petróleo para ser fabricado, leva muito tempo para se decompor, além de entupir os sistemas de esgoto e ameaçar a vida de animais selvagens.

Outras iniciativas

Antes que a medida se tornasse lei nacional, 200 municípios italianos já haviam proibido a distribuição de sacos plásticos, como as cidades de Turin e Veneza. Muitas cadeias de supermercado já utilizam sacolas biodegradáveis em suas lojas, destacou o Legambiente.

Outros países europeus também adotaram medida para reduzir o consumo das sacolas. A Irlanda, por exemplo, impôs uma taxa de € 0,15 centavos por sacola, cortando o uso em 90% em uma semana.

Para o chefe científico do Legambiente, Stefano Ciafani, a mudança para sacolas biodegradáveis é “uma revolução que já está acontecendo".

Com informações da Reuters Life!
Fonte: EcoD
Já aqui no Brasil... as indústrias interessadas estão brigando na justiça para que a coisa não funcione...
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Ecoeficiência de sacolas depende do comportamento do consumidor

Mensagem  D. K. em 15.11.11 11:03

Deu no Inovação Tecnológica, 5/11/11:
Em tempos de ecoeficiência, há quem acredite que as sacolas retornáveis são a melhor opção na hora de fazer compras.

Mas, de acordo com um estudo inédito, realizado pela Fundação Espaço ECO e Instituto Akatu, não é tão simples assim dizer que as sacolas retornáveis são melhores para o meio ambiente.

O estudo concluiu que a a ecoeficiência de cada tipo de sacola depende do hábito do consumidor.

Ciclo de vida das sacolas plásticas

Os pesquisadores analisaram o chamado "ciclo de vida" de oito opções de sacolas disponíveis no mercado brasileiro.

Isso incluiu sacolas descartáveis (de polietileno tradicional, de polietileno de cana-de-açúcar e as aditivadas com promotor de oxibiodegradação) e algumas retornáveis (papel, ráfia, tecido e TNT - tecido não-tecido).

Todas foram avaliadas para um período de um ano.

Foram considerados vários cenários, envolvendo maior ou menor volume de compras, maior ou menor frequência de idas ao supermercado e de descarte do lixo, matéria-prima utilizada na produção das sacolas, capacidade de carga, custo de cada uma, número de vezes em que é utilizada, reutilização ou não da sacola como saco de lixo e envio ou não para reciclagem.

"Percebemos que cada material tem um desempenho mais adequado dependendo da função e da maneira como é empregado", explica o gerente de ecoeficiência da Fundação Espaço ECO, Emiliano Graziano.

Vantagens e desvantagens de cada tipo de sacola

Segundo o pesquisador, a relação entre o número de idas do consumidor ao supermercado, o número de vezes que ele dispõe seu lixo em sacolas plásticas e o tamanho de sua compra definem quais sacolas são mais eficientes do ponto de vista da preservação ambiental.

Segundo os pesquisadores, as sacolas descartáveis são vantajosas em um cenário considerado de poucas compras (até duas idas ao supermercado por semana).

Já em situações de mais compras (mais de três visitas semanais ao supermercado), as sacolas descartáveis só seriam vantajosas se usadas no descarte de lixo ao menos três vezes por semana.

As sacolas de papel não se mostraram vantajosas em relação às demais em nenhum tipo de cenário. O motivo é a baixa capacidade de carga, reúso e reciclagem.

"O papel, por ter ficado como alternativa mais impactante no caso base do estudo, não significa que será sempre pior nas situações em que pode ser substituído pelo plástico. Ou seja, o desempenho da sacola de papel, como também ocorre nas outras alternativas, está diretamente ligada ao seu eco design (forma, estrutura, quantidade de matéria-prima empregada) e à sua condição de uso e durabilidade," esclarece Graziano.

A sacola oxidegradável também não apresentou desempenho ambiental melhor do que a sacola descartável tradicional.

Polêmicas

O resultado é contrário ao que tem sido apregoado pela mídia, mas é coerente com outras pesquisas:

Este estudo, foi financiado pela Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, portanto, com interesses na questão.

Por outro lado, a empresa já fabrica também plásticos à base de cana-de-açúcar e teve o primeiro plástico verde certificado do mundo.

Outra crítica é que o trabalho não incluiu entre os fatores de impacto ambiental o tempo de decomposição de cada um dos materiais, principal preocupação daqueles que se opõem às sacolas plásticas.

Ou seja, perdeu-se uma boa oportunidade para um parecer científico sobre o assunto.

Hoje a população recebe como informação apenas boatos e mitos: é possível encontrar na imprensa estimativas de degradação das sacolas plásticas que variam de 50 a 1.000 anos, sem a citação de nenhum estudo científico para embasar as afirmações.

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Re: A questão das sacolas plásticas...

Mensagem  Padula em 16.11.11 18:19

caro D.K....

a politica é otima em volta dessa critica sobre as sacolas, mas a pergunta que não quer calar, todos aprovam à estinção das sacolinhas,
mas será que a população esta preparada para isso, será que as caixas de papelão vai suprir?, será que o consumidor vai aderir caixas
plasticas, carrinhos cestos para suprir a demanda das distas cujas sacolinhas.....???? eu acho que ainda a população não está preparada
e está deixando a bucha para os comerciantes ter uma solução magica, quando a lei entrar em vigor, vamos aguardar para ver....

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Re: A questão das sacolas plásticas...

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