Aquecimento global e a ameaça aos recifes de coral

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Aquecimento global e a ameaça aos recifes de coral

Mensagem  otto em 03.07.11 11:18

Sad
pessoal,
É alarmante a situação dos recifes e corais no mundo se as temperaturas dos mares continuarem a aquecer.Leiam essa matéria da Revista Veja em http://www.ecodebate.com.br/2008/07/25/a-morte-dos-corais-causada-pela-poluicao-ameaca-2-milhoes-de-especies-nos-oceanos/
Valhe a pena também mencionar esses textos abaixo:
citação:
"Os recifes de corais, apreciados pela sua beleza e abundância de cores, têm um papel muito importante para os oceanos. Estima-se que servem de abrigo para cerca de 2 milhões de espécies de peixes, moluscos, algas e crustáceos.
Não nos podemos esquecer de que não são apenas as espécies marinhas que beneficiam. Os corais absorvem a movimentação das marés, diminuindo a erosão costeira, têm uma grande influência turística.

Quando os corais se extinguem, o mesmo acontece com as plantas e os animais que deles dependem, para obter alimento e refúgio contra os predadores. “Não estamos a falar apenas da perda de alguns corais, mas da possibilidade do desaparecimento de enormes áreas destes ecossistemas num período de 50 a 100 anos”, afirma Alex Rogers, da Zoological Society of London.

Infelizmente, a principal causa da sua degradação e a morte tem origem na poluição produzida pelo homem e no aumento das temperaturas (devido ao aquecimento global ou a fenómenos como o El Niño).
Os resíduos provenientes do esgoto, do lixo das cidades e dos fertilizantes utilizados na agricultura provocam a reprodução vários tipos de algas que competem com os corais e os asfixiam. Também a pesca com redes pesadas e a apanha de corais para lembranças turísticas são causas da sua destruição.
Em relação ao efeito de estufa, ao absorverem o excesso de dióxido de carbono na atmosfera, as águas oceânicas tornam-se mais ácidas, diminuindo a capacidade dos corais para construírem os seus esqueletos calcários.

Mas nem tudo é negativo!
A Austrália estabeleceu (como iniciativa para a preservação dos corais) áreas protegidas na Grande Barreira de Corais, de forma a limitar o acesso dos visitantes e passou a controlar o uso de fertilizantes nas plantações próximas da costa para evitar a contaminação. O seu objectivo é reverter as previsões de que até 2030 (com cerca de 350 000 km2) metade dos corais da barreira australiana estará morta.
Por isso agora é só seguir o exemplo e proteger um ecossistema tão importante como os recifes de corais".

Fonte: http://www.omeuplaneta.com/corais-no-aquecimento-global/
Citação:
“Aquecimento global e a ameaça aos recifes de coral: o impacto ao longo da costa de Moçambique


Está hoje cientificamente comprovado que, directa ou indirectamente, o aquecimento global está a afectar profundamente a biodiversidade enquanto variedade e variabilidade entre os organismos vivos de todas as origens, incluindo, entre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos, assim como os complexos ecológicos dos quais fazem parte.

O conceituado político e ambientalista norte-americano Al Gore referiu, na sua obra “Uma Verdade Inconveniente”, que o Planeta está a enfrentar aquilo a que os biólogos designaram como crise de extinção em massa, na medida em que a percentagem de extinção é actualmente 1.000 vezes superior à percentagem normal registada no passado.

Um exemplo da relação directa entre o aquecimento global e a destruição da biodiversidade encontra-se no facto de a subida da temperatura das águas do mar provocar o fenómeno da extinção de espécies marinhas não preparadas para suportar variações térmicas para além de determinado limite. Destaco, em especial, o fenómeno do branqueamento dos corais devido à subida da temperatura média das águas do mar, que, segundo informações e imagens gentilmente cedidas pela delegação nacional da organização internacional WWF, constitui também um sério problema para o nosso país.

Ao todo, de acordo com a revista National Geographic (de Setembro de 2002), os oceanos perderam cerca de 27% dos recifes de corais. Deste total, veja-se que só no ano de 1998, um dos mais quentes de sempre, os cientistas calculam que se tenha perdido aproximadamente 16% dos recifes do coral devido ao aquecimento global, que causou um branqueamento e consequente morte sem precedentes na história.

Um estudo levado a cabo pela Universidade de Stanford (Estados Unidos de América) revela que se não for travado o processo de aquecimento global, cerca de 98% dos recifes de coral poderão ter desaparecido até ao ano de 2050, com consequências ambientais, sociais e económicas devastadoras.

Para compreender como este fenómeno se verifica, é importante ter presente que o coral é, na realidade, um ser híbrido composto por um animal, o pólipo, cuja cor branca advém da estrutura constituída por calcário, e por uma alga colorida, a zooxantela, responsável pelo magnífico e impressionante mosaico de tonalidades que alguns recifes de coral apresentam, numa espécie de parceria ou combinação perfeita, na medida em que cada um dos seres colhe do outro os necessários nutrientes para a respectiva subsistência. Quando se dá uma subida da temperatura da água do mar para além de determinado limite – estimado em 28,5° a 29° Celcius, a alga acaba se soltando, deixando o animal sem sustento, conduzindo ao branqueamento e, consequentemente, morte. Ora, sendo os recifes de corais habitat de uma diversidade de espécies marinhas, como resultado imediato, há a registar uma verdadeira catástrofe ambiental. Um recife de coral morto ou empobrecido constitui um fraco habitat para os peixes e demais espécies marinhas.

Os recifes de coral constituem verdadeiros santuários e abrigos de uma extraordinária biodiversidade costeira e marinha, constituindo a base do sustento de milhões de pessoas que vivem daquilo que extraem do mar, produzindo um lucro anual estimado em cerca de 30 milhões de dólares, principalmente para um sector da população que não tem outra fonte de recursos para sobreviver. Para além das sérias implicações ecológicas, os impactos económicos e sociais do branqueamento dos corais poderão ser colossais. Note-se que para além da pesca, importa atender ao impacto causado na indústria do turismo, que possui uma importante linha de observação de recifes de coral.

Ora, segundo os dados aos quais tive recentemente acesso, há registos muito preocupantes de branqueamento a acontecer numa das mais ricas formações de recifes de corais localizada na faixa costeira entre Angoche (Nampula) e Pebane (Zambézia), especialmente junto às ilhas Primeiras e Segundas, um complexo de dois conjuntos de ilhas, o primeiro na província da Zambézia e o segundo na província de Nampula. Este problema carece de uma investigação científica mais aprofundada, especialmente destinada a averiguar o alcance e impactos decorrentes do branqueamento em termos ambientais, económicos e sociais. Centenas de pescadores artesanais e respectivas famílias dependem do sustento retirado de tais recifes de coral, para não descurar os operadores industriais e semi-industriais que actuam na região. Seria de todo importante monitorar os demais recifes de coral existentes ao longo da costa moçambicana, especialmente aqueles que se localizam nas ilhas Primeiras e Segundas, nos arquipélagos das Quirimbas e de Bazaruto, bem como na reserva marinha protegida da Ponta do Ouro.

Obviamente que o aquecimento global não constitui a única ameaça aos recifes de coral, havendo que fazer menção aos impactos da poluição marinha e a partir de fontes terrestres (atenção ao impacto causado pela libertação de nutrientes decorrentes da actividade agrícola), bem como aos nefastos danos causados pela pesca praticada em desconformidade com as boas práticas de gestão ambiental, incluindo o uso de explosivos, substâncias venenosas e redes de arrasto (calcula-se que, por ano, milhares de barcos de arrasto causam danos no fundo do mar numa área 150 vezes maior que a extensão anual de florestas tropicais desmatadas por ano).

No caso da região acima referida, há vários anos que as associações de pescadores artesanais lutam pela criação de uma área de protecção ambiental (Reserva Marinha Parcial do Arquipélago das Ilhas Primeiras e Segundas), incluindo uma faixa de três milhas náuticas (actualmente protegida, mas ainda assim sistematicamente objecto de investidas ilegais por parte dos pescadores industriais), as Ilhas Primeiras e Segundas e os recifes de coral adjacentes, para permitir a conservação dos ecossistemas, habitat e a regeneração das espécies marinhas, condicionando o exercício da pesca por parte das indústrias. Contudo, não houve até ao presente momento qualquer tomada de decisão por parte do Ministério das Pescas. Ora, o silêncio por parte da entidade governamental que superintende o sector de pescas tem vindo a revelar-se demasiado oneroso para a biodiversidade e para os pescadores artesanais. Esperemos que após a constituição do novo Governo este assunto largue o esquecimento das gavetas e passe para a superfície da mesa de decisão.

Estas informações revelam que o aquecimento global está a produzir inúmeros impactos em Moçambique que precisam de ser rápida e devidamente equacionados nas políticas governamentais de desenvolvimento, atendendo aos custos decorrentes dos impactos ambientais. A luta contra o aquecimento global é responsabilidade de todos os povos e habitantes do planeta Terra, havendo certeza de que jamais se conseguirá alcançar o tão necessário êxito sem a devida vontade política global, especialmente dos países ricos e demais potências emergentes. A destruição local do ambiente, como aquela que tem vindo a registar-se na costa das províncias de Zambézia e Nampula, pode ser prevenida e combatida com sucesso, desde que, claro, sejam tomadas as decisões mais certas, envolvendo todas as partes interessadas”.


Fonte: http://www.opais.co.mz/index.php/analise/94-carlos-manuel-serra/2888--aquecimento-global-e-a-ameaca-aos-recifes-de-coral-o-impacto-ao-longo-da-costa-de-mocambique.html

Visitem também essas fontes sobre o assunto em http://meioambiente.culturamix.com/natureza/recifes-de-corais
http://www.traqueatomico.com/2010/10/recifes-de-coral-um-dos-ecossistemas.html

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Re: Aquecimento global e a ameaça aos recifes de coral

Mensagem  D. K. em 07.07.11 19:04

Pois é, uma coisa bem triste isso aí - mas palmas pra Austrália, que, ao menos, está fazendo alguma coisa!
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Re: Aquecimento global e a ameaça aos recifes de coral

Mensagem  otto em 08.07.11 23:39

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