Animais em perigo

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Animais em perigo

Mensagem  D. K. em 29.04.11 17:45

Excertos de matéria publicada em Ciência Hoje, de 28/4/2011:

Vítimas da poluição

Brasileiros na Antártida verificam presença de substâncias tóxicas em aves marinhas. A análise de pinguins e skuas aponta contaminação por mercúrio e poluentes orgânicos que podem causar alterações biológicas nos animais.

Longe da civilização, enfrentando ventos de 120 quilômetros por hora e um frio de -20 ºC, um grupo de pesquisadores brasileiros da Operação Antártica 29 estuda o nível de estresse e a contaminação por mercúrio e poluentes orgânicos em pinguins e skuas, aves marinhas abundantes na região.
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estudo analisa três espécies de pinguins (pinguim-antártico, pinguim-adélia e pinguim-papua) e duas espécies de skuas (skua-polar-do-sul e skua-subantártica). Essas aves são consideradas excelentes indicadores da contaminação ambiental porque estão no topo da cadeia alimentar.

Pinguins e skuas se alimentam de peixes, que, por sua vez, comem peixes menores, que se alimentam de plâncton, que absorve as substâncias tóxicas presentes na água. Desse modo, tais aves concentram em seus organismos altos índices de poluentes.

“A maioria das substâncias tóxicas que encontramos nas aves tem origem humana”, conta a bióloga Larissa Cunha. “O uso de muitos desses contaminantes já foi até proibido, mas mesmo assim continuamos encontrando-os em organismos de uma região tão distante como a Antártida.”

A pesquisadora explica que a maioria dos poluentes é altamente volátil e que, uma vez em estado gasoso, eles são transportados para a Antártida pelas massas de ar. Outra forma de dispersão se dá pelos próprios animais que migram para regiões contaminadas durante o inverno austral e quando voltam para a área de reprodução no sul espalham as substâncias tóxicas no ambiente.
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Até o momento, os pesquisadores têm encontrado nas aves altas concentrações de bifenilas policloradas (PCB), diclorodifenil tricloroetano (DDT) e mercúrio. Quando exposto à ação de micro-organismos do ambiente, o mercúrio se transforma em metil-mercúrio, uma variante que é de 100 a 1.000 vezes mais tóxica do que a forma original do metal.

“Por ser lipossolúvel, ele atravessa a membrana plasmática das células com facilidade e pode agir sobre o sistema nervoso, além de também alterar a formação dos embriões, prejudicando a chance de sobrevivência e afetando o sucesso reprodutivo das espécies”, explica outra bióloga envolvida no projeto, Erli Schneider Costa.

Já o PCB e o DDT são compostos orgânicos tóxicos que eram usados em pesticidas, inseticidas, tintas e fluidos dielétricos de capacitores e transformadores até os anos 1970. Eles podem permanecer em um ambiente durante anos, causando graves prejuízos para o ecossistema.
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